O que é CMYK?
- Central Monument of Yorkshire King.
Ah tá..




 
   
 
28 fevereiro 2007

Homem Pêssego

Há tempos estou para escrever isso e sempre esqueço, agora vai:

Da série: A arte de não saber escrever o que se pronuncia.
Conversa entre eu e mais 30 vítimas do meu tédio vespertino, não lembro quem estava.

Alguém: - O Lula é um cara maldito, tinha que sofrer um impeachman
Eu: - Nossa, que viagem: IMPEACHMAN...
Alguém: - É cara, Impeachman, impítmén, sei lá como escreve essa porra...
Eu: - Acho que é Impeachment o correto, mas vamos dar significado a isso: Im-pea-ch-man...
Eu: - I'm Peach Man! Incrível! HOMEM PÊSSEGO!
Alguém: - HAHAHA É isso aí, Homem Pêssego no Lula!
Eu: - Homem Pêssego no molusco, êêê!

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16 fevereiro 2007

Atrasados

"Não ultrapasse a faixa amarela evite arriscar sua vida"

Quem costuma utilizar o metrô em São Paulo e transporte público já ouviu isso, pelo menos, umas 350 mil vezes. É o aviso que dão aos usuários insanos que hora ou outra se adiantam e passam a tal "faixa amarela" para entrar primeiro no vagão.

Ouvindo isso um dia desses, parei observar a galera que chega atrasada no metrô, e assim como eu, correm desesperadas para qualquer ação que venham a fazer. Óbvio que por viver em uma cidade em que se trabalha demais e dorme de menos, atrasos são rotineiros. Aí, claro, correrias para compensar os atrasos também são.

Eu só não havia reparado que a correria é mais do que uma simples vontade de acelerar o relógio e chegar a tempo nos lugares desejados: É algo suícida!

O metrô antes avisava aos usuários para não ultrapassarem a linha amarela. Agora avisa também para "evitarem" entrar ou sair ao soar o sinal das portas. Isto porque sempre alguém corria e ficava com partes do corpo presas nas portas: pé, braço, cabeça e afins. E se tivesse o azar de usar os trens da linha vermelha, levava ao menos um pulso quebrado para casa, porque as portas se fecham brutalmente.

As pessoas ao verem que o farol acabou de abrir, largam em disparada para chegar ao outro lado da rua, no maior estilo "frog" (tá, só quem lembra do jogo mesmo vai entender) e quase são atropeladas no mínimo 5 vezes antes de chegarem ao outro lado. No fim, saem rindo e andando rápido, sem culpa.

Olhando de longe, parece uma grande maratona onde as pessoas correm e usam outros meios de transporte para chegar 5 minutos antes. Notando, obviamente, que correm loucamente, sem se preocupar se pode vir um carro em alta velocidade ou se podem cair no trilho do trem e morrer. Concluo, portanto, que as pessoas preferem a morte à chegarem atrasadas.

Tudo isso para no fim chegarem ao seu destino e dizerem, em alto e bom tom:

- Não me atrasei, eu cheguei tr...
o ouvinte angustiado completa mentalmente: "Trinta minutos", "Treze minutos"?
- TRÊS minutos antes \o/.

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04 fevereiro 2007

Devaneios de um domingo a noite



Depois de um exaustivo dia de sol no Ibirapuera, chegam os momentos de devaneios:

Eu: - Sabe o que eu queria?
Ele: - O que?
Eu: - Queria que cada vez que você olhasse para o infinito, viesse uma luzinha, igual aquela do Tomb Raider 2, que vem de longe, vai diminuíndo e se encerra no seu olho. Bem tosco assim hahaha.
Eu: - Tipo efeito anos 80, bizarrão. Eu ia rir muito.
Ele: - Ah é? E eu queria sabe o que?
Eu: - O que?
Ele: - Que na sua vida tivesse uma animação bem tosca. Que o seu cachorro tivesse um recorte de Chroma key bem mal feito e andasse quadro-a-quadro, igual aqueles bonecos de massinha. E para ser melhor que ele latisse com Delay.
Eu: - Nossa, que bizarro, eu ia exorcizar o cachorro.
Ele: - Ele ia mexer a boca, o latido saíria depois de uns 4 segundos: "Au".
Eu: - Mesmo assim, aquela luzinha do Tomb Raider é mais tosca, pior que clipe do Raul Seixas.
Ele: - A animação seria tão tosca, que quando chamasse ele, ele daria quatro passos e a cena já mudaria para ele deitado. hahaha.
Eu: - hahaha que tosco. Medo!

Eu, hein.

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02 fevereiro 2007

Bizarrices


Às vezes me sinto como se tivesse num filme brasileiro dirigido por um daqueles diretores bizarros (diretor esquisito é redundância), onde a maioria dos coadjuvantes é louco, drogado, pobre ou tosco de alguma forma.
Não sei se as pessoas tem esse costume, mas eu ando na rua reparando em coisas simples. Reparo em stickers, reparo nas pichações, reparo nos defeitos da calçada e nas pessoas toscas a minha volta (Acho que aí está a explicação para eu não decorar caminhos).

Bom, de qualquer maneira ultimamente parece que as pessoas estão mais insanas que o costumeiro. Ou eu, por estar andando mais devagar, estou reparando mais nessas coisas. Fato é que aparentemente eu atraio esse tipo de gente, como aquele "imãzão" da ilha de Lost.

Por onde eu ando tem malucos falando sozinhos, gente que anda de forma muito bizarra e passa xingando, pessoas super bem vestidas dormindo na rua (?!), gente que anda perguntando coisas aleatórias, chega a dar medo.

Cheguei a formular teorias para raciocinar a falta de senso dos outros, algo como expressão corporal dos moradores da cidade que não condiz com a cultura do resto do país e afins. Vamos aos exemplos para que todos me compreendam melhor:

Exemplo 1
Local: Saída do Metrô
Caminhando em direção ao trabalho, ouvindo música muito alta tranquilamente, me deparo com uma mulher estranha balbuciando algo.
O som estava tão alto que eu acreditava ser audível a no mínimo num raio de 10 metros.
Mas a mulher continuava ali, me acompanhado e gesticulando, falando algo que eu não entedia. Só podia reparar na boca dela mexendo e ela gesticulando, apontando, tão idiota que se fosse filmado eu dublaria a pobre alma com diversas falas engraçadas.
Então, eu já de saco cheio da tentativa falha de comunicação, tirei os fones e ouvi a criatura agoniada:
- Aquele trem!
- Que?
- Aquele trem ali, ele vai pro Tatuapé?
Pensei: PUTA MERDA...
- Não sei, creio que vai, por que?
- Não sei, só queria saber mesmo...
STRESS: - Porra, por que não vai lá dentro e pergunta, então?
Saí andando.

Exemplo 2
Local: Rua brutalmente movimentada
Caminhava então, de volta ao metrô para chegar em meu lar, novamente com o som no último volume.
Então, alguém se aproxima:
- blá blá bla?
Sim, parecia um déjà vu, novamente alguém gesticulando e eu sem compreender o que a desgraçada alma queria.
Tirei os fones:
- Você sabe?
- Sei o que?
- Onde fica essa rua?
Pensei: PORRA, 350 PESSOAS CIRCULANDO NESSA RUA, E VEM FALAR JUSTO COMIGO?
- Não, não sei. Não moro aqui.
- Mas não sabe dizer?
- Não moro aqui.
- Nem ponto de referência?
- Não moro aqui.
- E essa outra?
- Não moro aqui...
- Ah, obrigado.

Exemplo 3

Local: Caminho do Restaurante para o almoço
Estava sem os fones de ouvido, felizmente. Voltando para o trabalho, vejo um cara com bichos de pelúcia.
Como de costume, milhares de transeuntes inocentes passeando e o alvo novamente sou eu, para variar.
O carregador de pelúcias para ao meu lado e diz alegre:
- Oi! Quer ganhar um sapo de pelúcia?
- NÃO!
- Então, assina essa rifa aqui... assina 3 e paga só 2 assinaturas.
- Não quero, valeu.
- Mas é promoção!
- Não quero.
- Mas olha, é o keroppi (porra, não sei nem escrever o nome do sapo de anime maldito)
- Não, não quero.
- Mas não quer nem assinar uma rifa só então?
- Não, porra. Não quero sapo, não quero rifa, merda.
- E esse urso? É de outra rifa...
- Olha, meu caro, de onde você vem?
- Sergipe.
- Então volte para lá e venda por lá, certamente vai lucrar mais do que aqui.
- Ah beleza... talvez venda mesmo.
- Ótimo, faça isso!
- Falou!

Definitivamente, eu não mereço isso. Vou usar disfarce nas ruas a partir de hoje.

Disse a Voz -