O que é CMYK?
- Central Monument of Yorkshire King.
Ah tá..




 
   
 
06 junho 2007

Daemo Civile


Na avenida mais movimentada da cidade onde pessoas demonstravam claramente os contras da pós-modernidade esbarrando, desviando, correndo, observando rapidamente numa tentativa falha de flanar pela metrópole, apenas duas pessoas distraídas puderam ver a presença dele.

Entre um esbarrão e outro, pude reparar um encontro peculiar.
Vindo de direções opostas os dois se chocaram com um certo tom de agressividade. Foi um choque forte, de ombro no peito do traseunte distraído que foi pego com tamanha obstinação que sentiu-se como se tivesse sido escolhido propositalmente.

Parou com um ar de surpresa e logo enfureceu ao ver o autor do esbarrão, franzino e visivelmente mais baixo, olhar para trás de canto de olho e sorrir sarcasticamente.
Nervoso, caminhou em direção ao encrenqueiro devagar, olhando fixo como um caçador na espreita, esperando uma reação do oponente.

O franzino virou-se quase no mesmo momento e arqueou as sobrancelhas. Riu, gargalhou e revelou ali, apenas para quem havia reparado a causa da situação, olhos vermelhos flamejantes. Não, não eram naturais. Eram brilhantes demais, estranhos.
O atingido pelo choque, outrora nervoso, agora encontrava-se atônito. Não sabia se partia para a planejada briga ou se recuava e fugia.

Então, o ser estranho dos olhos sobrenaturais caminhou em sua direção, cochichou uma palavra em seu ouvido e se mesclou na multidão que caminhava rapidamente, tornando-se anônimo de novo.

A esta hora sentia-me como se estivesse presenciado horas de dramatização, porém não havia passado sequer um minuto desde a vista do choque até a partida do estranho.
O alvo, que a esta hora provavelmente se sentia um balde de emoções, olhou para todos os lados a procura de uma testemunha que aprovasse o que havia visto. Ao me ver, me olhou com ar de dúvida, como se perguntasse se eu também presenciei.

Desviei o olhar e continuei a caminhar com pressa, ignorando o desespero do aturdido rapaz, que sentou no meio da calçada movimentada. Sentou e olhou para o céu, chorando, gargalhando, balbuciando palavras indecifráveis até para ele mesmo.
E as pessoas passavam altivas, desviando do lunático sentado. "Ora, quem sentaria no meio da calçada?" discutiam consigo mesmas.

Então ele puxou sua arma, mirou na cabeça e atirou. O estrondo ecoou por toda a avenida sobrepondo por alguns segundos o barulho dos carros. A sujeira espalhou-se pela calçada causando uma correria momentânea, e logo ele se tornou mais um obstáculo na calçada, como um vômito do qual todos desviam enojados.

Por alguns segundos me perguntei por que ele, qual o motivo daquilo. Mas só por alguns segundos, logo lembrei que estava atrasada.

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04 junho 2007

Nerdice


O cúmulo da nerdice é ouvir alguém dizendo que o Jabor não sabe concatenar os argumentos e pensar em algo assim:


< ? php
$argumentopro = "PMs viram alvo de vagabundos"
$argumentocontra = "PMs fazem greve contra Rosinha Garotinho"

$argumentos = $argumentopro.$argumentocontra;

echo $argumentos;
?>

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