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03 dezembro 2007

O Pior ano de minha vida


Uma coisa é fato: comecei 2007 com dois pés esquerdos. Entrei o ano com uma grave lesão no joelho esquerdo que me impossibilitou de fazer o único esporte que em 19 anos (na época) de vida eu consegui me dar bem: Morganti Ju Jitsu. Ficaria mais feliz se a lesão tivesse ocorrido durante o treino, mas não. A lesão aconteceu no trabalho. NO TRABALHO PORRA! Nem nos 15 dias de molho em casa eu tive folga, afinal a internet proporciona uma escravidão confortável e você pode trabalhar sentadinho na cama em casa.

Mas quando as coisas estão ruins, elas podem piorar. Comigo não é diferente, e pelos meados de fevereiro quase vi um relacionamento de 4 anos ruir por uma bola de neve de problemas atropelando castelos de areia, com aspirações e expectativas fora de realidade de ambas as partes.

Óbvio que as zicas não poderiam parar por aí, então em maio pela primeira vez em todo meu histórico de nerdice eu consegui pegar uma DP. Na pós graduação, Semiótica maldita, professor filho da puta e enfim, pelo pequeno valor de 950 reais. NOVECENTOS E CINQUENTA. Legal, poderia ser pior. Não... não poderia não.

Eis que depois de começar a trabalhar quase 12 horas diárias, financeiramente abalada e sem tempo nem para respirar somado a inúmeros pequenos desastres, atrasos, discussões com pessoas queridas e desgraças das mais variadas, decido soltar a pérola: Pro ano ser uma merda mesmo, só falta o Corinthians cair.

Bem... minha mãe não tem time e meu pai é palmeirense, mas meu avô materno é Corinthiano. E foi ele que me fez tomar gosto pela camisa alvinegra, carregada de emoção na vitória ou na adversidade.
E eu, fanática que sou, tive no dia 2 de dezembro de 2007 um dos piores dias da minha vida.
Infelizmente quem sofre com as falcatruas de uma ditadura de 15 anos são os menos culpados. Os mesmos torcedores que sempre comparecem para apoiar, em qualquer lugar, em qualquer situação. Nesse dia a alma dos 30 milhões de corinthianos ganhou uma cicatriz, uma mágoa envolta pela paixão pelo time, mas que sempre será lembrada por aqueles que se devotam a um dos maiores clubes do país.

Há males que vem para o bem, e certamente recomeçando do zero e longe da ditadura Dualib o Timão seguirá de cabeça erguida. Afinal, após a venda de quase todo o elenco para cobrir com jogadores do sub-20 e de times de série B não resultaria em algo bom, certamente.

Mas valeu. Valeu cada sábado acordado as 6 da manhã, cada sábado acompanhando os treinos e incentivando a equipe. Valeu cada jogo, cada centavo gasto, cada grito e cada dia sem voz. Valeu cada palma, cada marca de queimadura na minha mão, resultante das palmas durante 90 minutos de jogo, valeu cada lágrima, cada gota de suor sofrido e cada minuto torcendo. Se pudesse, faria tudo de novo. Sempre farei. Pelo Corinthians, com muito amor, até o fim. Eu nunca vou te abandonar, porque eu te amo, Corinthians Paulista do meu coração.

"O Corinthians não é só um time e uma torcida. É um estado de espírito." (Sócrates, ao se sagrar Campeão Paulista em 1982)

"Meu Deus, amo mais isso aqui que qualquer outra coisa no mundo." (Neto, após marcar um gol de bicicleta contra o Guarani no Campeonato Paulista e ser expulso por tirar a camisa e comemorar com a Fiel)

“É diferente, sim. Nem a do Flamengo é igual. Todos sabem o que essa torcida representa. Parece que Deus deu uma paradinha lá no Parque e transformou o time e a torcida no que eles são.” (Sócrates, sobre a torcida corinthiana)

“Minha maior frustração na vida foi nunca ter jogado pelo Corinthians.” (Dario, o Dadá Maravilha, em entrevista à revista Placar)

“Não vou negar, deu vontade de estar do outro lado.” (Casagrande, entre lágrimas,jogando pelo Flamengo contra o Corinthians no Pacaembu pelo Brasileiro de 1993, após ouvir o coro da Fiel “Volta Casão, você é do Timão”, e “Casão, eu não me engano, seu coração é corinthiano”. Por ironia do destino, ele marcou um gol contra nesse jogo)

“A grande força do Corinthians é a emoção que a torcida passa para o time, algo numa dimensão que nenhuma outra passa.” (Sócrates, ibidem)

“O Corinthians é mais importante que a seleção.” (Wladimir, jogador que mais atuou pelo Timão)

“Eu tive a sorte de ter pais corinthianos. Minha vida foi de entrega total ao Corinthians, de um relacionamento estreito com a torcida e com meus companheiros. Respirávamos Corinthians. E mesmo depois que parei de jogar a relação não mudou. Em 77, por exemplo, quando ganhamos o título depois de 22 anos, eu estava no Morumbi, na arquibancada, como um torcedor comum. Que alegria! Fico arrepiado só de lembrar, só de contar.” (Luizinho, o Pequeno Polegar, em entrevista a Juca Kfouri no livro Corinthians Paixão e Glória)

“Adoro o Corinthians. Tudo o que tenho o Corinthians me deu e me dá até hoje. Acho que posso dizer que o Corinthians e eu estamos empatados. O clube me deu tudo e eu dei minha vida pelo clube. O Corinthians me deu isso que está aqui dentro, essa tranqüilidade, esse bem-estar.” (Luizinho, ibidem)

“Todos os times têm uma torcida. O Corinthians é uma torcida que tem um time.” (José Roberto de Aquino, jornalista)

“Nenhum time hoje no mundo resiste a um play-off de 5 partidas contra o Corinthians.” (Juca Kfouri, em sua coluna no Lancenet, após o Campeonato Mundial Interclubes de 2000)

“O grande problema de São Paulo é não se chamar Corinthians.” (Juca Kfouri, no livro Corinthians Paixão e Glória)

“O Corinthians não teve começo, ele brotou; não teve meio, tem um presente que é uma lição; e, tão certo como a eternidade, jamais chegará ao fim.” (Juca Kfouri, ibidem)

“Ser campeão não é fundamental. Fundamental é ser corinthiano.” (Juca Kfouri, ibidem)

"Eu nunca vi nada igual à essa torcida. Ela arrepia qualquer um"CARLOS ALBERTO PARREIRA, em 2002, após a conquista do Rio-São Paulo, no Morumbi, contra o são paulo.

"Se eles querem que eu fique, eu fico!"
GAMARRA, em 98, logo após erguer a taça de campeão brasileiro e ouvir o coro de 80 mil corinthianos no Morumbi gritando "Fica Gamarra, fica Gamarra"

"Salve o Corinthians , o campeão dos campeões. Eternamente dentro dos nossos corações.
Salve o Corinthians , de tradições e glórias mil. Tu és orgulho dos esportistas do Brasil.
Teu passado é uma bandeira, teu presente, uma lição. Figuras entre os primeiros do nosso
esporte bretão. Corinthians grande , sempre altaneiro. És do Brasil o clube mais brasileiro."
Depois de 4 anos no peito do Corinthians, essas foram as melhores palavras de agradecimento
que encontramos. Na memória , ficam todos os momentos de comemoração. Sempre estivemos lado
a lado, quando fizemos uma camisa histórica de 90 anos do Corinthians e em varios outros
momentos de alegrias e de dificuldades também. Na garganta, fica um nó que nem um gole de
Pepsi gelada desfaz. A gente pode ter saído da camisa, mas continua no coração do time.
Obrigado, Corinthians. Obrigado, Fiel."


Pepsi
Noticia publicada no Estado de São Paulo , dia 16 de Janeiro

Corinthians minha vida, Corinthians minha história, Corinthians meu amor.

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